A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na última terça-feira (29), em Brasília (DF), do seminário “Diálogos para a Construção da Estratégia Brasil 2050”, promovido pelo Ministério do Planejamento. O evento reuniu autoridades, especialistas e representantes da sociedade civil em um debate sobre os caminhos possíveis para garantir um desenvolvimento mais equilibrado e sustentável para o país nos próximos 25 anos.
Representando a CNA, o diretor técnico Bruno Lucchi ressaltou que áreas como educação, pesquisa e inovação, além de infraestrutura e logística, são pilares essenciais para que o Brasil avance rumo a um futuro com menos desigualdade e melhores indicadores sociais e econômicos.
Ao abordar a importância da educação, Lucchi citou os resultados do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), destacando como o acesso ao conhecimento e à capacitação transforma a realidade no campo. “Pequenos produtores que recebem assistência técnica e gerencial contínua conseguem ganhos significativos em dignidade e qualidade de vida”, afirmou.
Lucchi também defendeu o fortalecimento dos investimentos em ciência, pesquisa e inovação — especialmente no agronegócio, um setor altamente dependente de tecnologia. Ele ressaltou o papel estratégico da Embrapa nesse processo, destacando sua contribuição para o avanço da agricultura nacional.
Na área de infraestrutura e logística, o diretor da CNA alertou para os desafios enfrentados nas regiões rurais, onde ainda predominam rodovias precárias e o subaproveitamento das ferrovias e hidrovias. “Essa realidade encarece e dificulta o transporte de alimentos, afetando diretamente a competitividade do setor”, disse.

Apesar dos entraves, Lucchi reforçou o potencial do Brasil em diversas áreas estratégicas. Recursos naturais abundantes, rica biodiversidade e fontes renováveis de energia, como os biocombustíveis, são vantagens que o país pode explorar de forma sustentável para gerar valor em setores como a medicina, a indústria química e a produção de alimentos.
Por fim, destacou que o Brasil já se consolida como uma referência mundial na produção sustentável de alimentos, mas que é preciso continuar investindo em políticas e estratégias de longo prazo para que esse protagonismo se mantenha até 2050 e além.